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das manhãs cinzas

sou do mundo não sou mudo mas calo fundo quando o q encontro não me aprofunda * * * olhe a rua olhe a lua olhe como o invisível pode ser possível

c

lágrimas. v me diz não e eu

abril

cerejeiras no japão plátanos na serra. coisas da estação.

utopiacai

c/ marcelo bernardi o mundo se descontroi e ao pensar nisso minha cabeça doi poderia ficar omisso mas não consigo o problema é q a realidade entra em choque comigo a utopia cai um sonho se vai sigo meu caminho em trânsito entre o ódio e o carinho meu caminho                       é só tristeza não ouço o canto do canarinho a janela só me deixa ver estruturas de concreto e pessoas q parecem não mais viver a utopia cai um sonho se vai amores de mentira amores de verdade q talvez eu não venha a conhecer e, então, o q fazer? olhar a vida passar? fazer acontecer? ou, na real, me perder por aí?

18.03.13

a lua muda de lugar a lua muda de luar a lua muda e eu também. * * * v me deixa                 tenso e eu eu penso na próxima deixa para transformar este querer intenso em outra forma                        de amar. * * * AO TEU LADO em um instante e antes não foi o bastante * * * MEU AMOR difícil dizer         o q fazer ainda é verão         tem diversão eu quero ver o inverno. tudo interno. e eu sem te ter. * * * tô na rua. tô na tua. preso ao desejo sem sequer te ter e, por onde olho eu vejo, o teu florescer. tô na rua. tò na minha. eu te quero nua. eu me quero brilhante eu te quero radiante eu te quero gentil desculpe, se ficarei senil, eu me quero na rua ...

uma partida

quase do outro lado sem jogar xadrez entendo o quadro e a minha vez * * * o q tenho a te dizer                              meu amor é q nunca vou te esquecer

talvez adeus

revejo meus feitos reconsidero meus defeitos estou de partida. nesta jogada só tem ida, tem ânsia      tem a carta marcada, aquela!           da minha infância                                     perdida.