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as palavras ausentes... resta-me senti-las, na blogsfera ou na espera do reset . à cata do q escrever catando teclas no micro me intrigo na medida como me entrego ao incerto. tu tá tão perto, putz! como pode tal amor permanecer assim eu aqui, tu ali, embora afins! minhas condições, minhas capacidades, são cidades abandonadas, é certo. entendo tua hesitação. no momento, abrigo em asas de beija-flor beijos sem cumplicidade e voos sem destino. há um sino ao longe e uma sina. * * * tu pouco me enxerga e pouco me ouve não fui o q tu esperava ainda não sei o q houve te amo e sei q tu me ama mas a cama não vai resolver * * *
agora é só silêncio e temo q assim será quietude e saudade não a quietude contemplativa mas a incomodativa nem a saudade q aquece mas a q esquece agora é silêncio. além dos quilômetros q nos separam outros impedimentos : palavras q nos calam : dores suores frios – estremecimentos. talvez o meu silêncio um dia reencontre o teu e, na calma da alma, nossos olhares digam mais digam o q é meu, o q é teu, o q é de nós dois. q nossos olhares tragam a paz. depois, bom, a gente vê o depois... * * * neblina e solidão. maldito refrão de mais um inverno só lembrando de ti. mas é pobre minha versão. essa história de amor inatingível é falível e quase picaresca é ridícula, grotesca, e nada tem a ver com nós. por isso, a poesia se cala. ela se oculta no sentir. se não expresso na palavra é pq não posso deixar fluir tudo o sinto por ti em versos, em ramas. ou rimas. me calo no papel e ergo meu silêncio ao...
escrevi dois poemas ontem à noite. não salvei, os perdi, para o alívio dos renitentes leitores . * * * as palavras ausentes... resta-me senti-las, na poética  blogsfera ou na espera técnica do  reset . em busca do q escrever, catando teclas no micro, me intrigo na medida em q me entrego ao incerto. mas, por falar nisso, estamos tão perto, putz! como pode tal amor permanecer assim! é certo q minha condição, e minhas capacidades, no momento, são cidades abandonadas. aceito tua hesitação. por ora, abrigo em asas de beija-flor beijos evanescentes e voos sem destino e sem marcada hora. há um sino ao longe e uma sina. * * * ao me preparar para dormir, a chuva retardou meu movimento. olhei-a mais um momento e, de repente, senti, o meu mais puro sentimento. * * *
BLUES na solidão da noite escura escrevo estes versos em busca de minha cura. reflito sobre o dia sobre tudo q se esconde quando me sinto aflito e fica tudo em aberto e nada é certo tudo é um momento tudo tem seu tempo e é assim : tudo se esconde. eu, em conflito, sobre o asfalto. mas, tudo bem, se eu falto, fica o verso. * * * DOMINGO chove. meu amor está vindo chapinhar nas calçadas comigo * * * neblina de outono versos sem sono * * * a vontade de dormir a vontade de sair de mim a primeira me dá vontade de construir uma nova trama a segunda de ir pra cama pq sempre assim? * * * toca um blues. eu já me sinto no balcão. logo olho o relógio e digo não. ajeito as cobertas acomodo os pesadelos e aquele blues fica. toca de novo, pls! * * *
VIRTUAL tu me vê eu te vejo tu me toca - eu também. mas, neste momento, somos fantasmas nestas noites quentes de um outono quase irreconhecível. e ainda sem uma solução exequível. * * * encurralado na esquina na academia nos bares e nas rodovias ambulâncias e viaturas com as sirenes sob minha janela q queria ouvir apenas as cigarras. * * * não basta o q vejo por isso a poesia *  * *  há luminosidade nas folhas depois da chuva antes, apenas a brisa * * * eu, como ser transgênico, me dou ao direito, de me manter cínico * * *
não tenho mais poesia neste dia me falta alegria sobra nostalgia não tenho o q dizer não quero ler só quero viver o q eu puder ao lado teu. * * * tua quietude sempre me cala mas tua fala sempre me ilude no bom sentido! * * *
não lamente-se não lamente a solidão faça dela instrumento de aproximação de si somente sua mente suavemente * * * da minha janela vejo dedos decepados com sangue escorrendo. (repito um poeta,eu sei.) de uma hora para outra, dos dois lados da rua sumiram os pardais. (borboletas, já faz tempo.) mas, ouço uma cigarra solitária no caos ensolarou-se a sombra. requentou-se o asfalto. é de manhã o zumbido dos motores me desperta e prenunciam novas mortes a partir da urbanidade. claro! fios têm preferência, embora enrolados, antiestéticos, justificados pela necessidade de uma convivência artificial enquanto a natureza, q apenas ali está, é sacrificada por essa necessidade de um simulacro de aproximação. medo! amanhã é o meu lado da rua... espero q não... tomara q chova... não três, mas dez dias sem parar... ...