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Poeta, romancista, contista e jornalista, ADALGISA NERY nasceu no dia 29 de outubro de 1905 no Rio de Janeiro (RJ). Incentivada por amigos, como o poeta Murilo Mendes, publicou Poemas em 1937, dois anos depois de ver seu primeiro trabalho nas páginas da Revista Acadêmica . Mundos Oscilantes: Poesia Reunida contempla poemas escritos entre 1937 e 1952. Entre 1921 e 1934, morou com o pintor Ismael Nery (1900-1934), com quem casara aos 16 anos e com quem aproximou-se de poetas como Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade. Em 1959, publicou o romance autobiográfico A Imaginária , onde narra ficcionalmente sua relação com Ismael. Viveu no México, com Lourival Fontes (então embaixador, ex-diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda, DIP, criado pelo presidente Getúlio Vargas), com quem se casara em 1940, depois de ficar viúva. No período, manteve contato com os pintores Diego Rivera e José Orozco, pelos quais foi retratada. Por suas conferências sobre a poeta mexicana Juana Iné...
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O poeta WALDO MOTTA (VALDO MOTTA, até 2002), nasceu no dia 27 de outubro de 1959 em São Mateus (ES). Suas primeiras publicações – publicadas em plaquetes a partir de 1979 – estão reunidas na antologia Eis o homem , de 1987. Formado em jornalismo, ministrou oficinas o Departamento Estadual de Cultura (DEC-ES) no período. Em 1996, o livro Bundo e outros poemas marca a nova fase da poesia de Waldo e é indicado ao Prêmio Jabuti de Literatura 1997. Premiado com uma bolsa de residência artística, reside na Alemanha entre 2001 e 2002. Com a vivência, fez sua primeira tradução: o livro infantil Was ich am See zu sehen bekam , da escritora eslovaca Jana Bodnárová – ao longo dos anos, traduziu, do hebraico para o português, partes da Bíblia, que deram origem ao livro Recanto – Poema das 7 Letras (2002). Em 2009 publicou a segunda edição da coletânea Transpaixão . É um dos criadores, junto com Reginaldo Secundo, da Rede Caranguejo, movimento que reivindica valorização dos artistas capixaba...
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Nascido em 26 de outubro de 1953, em Mombuca (SP), OSWALDO ANTÔNIO BEGIATO publicou pela primeira em 1988, o livro O Menino , ainda em mimeógrafo. O segundo veio em 2016, Algumas poesias miúdas . Seus poemas foram publicados em antologias nacionais, mas principalmente na internet, no blog oabegiato-poesias.blogspot.com, ou em espaços literários como campodeorquideas.com.br, portalantoniopoeta.blogspot.com e poetasdelmundo.com. Formou-se advogado, sem exercer a profissão. Faleceu no dia 30 de abril de 2020, sem confirmação da causa – se foi pela covid-19, por problemas cardíacos ou em decorrência de um tumor que havia extraído ainda em 2007. * * * ORAÇÃO A MIM MESMO Que eu me permita Silenciar e aprender e sonhar mais. Falar menos com minhas certezas E mais com meus gestos de gratidão. Chorar menos pelos cantos E mais na presença de meus amigos. Acreditar mais na importância de minhas bobagens E menos na de meus grandes planos. Ver nos olhos de quem me v...
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O que fica nas gavetas Escrever sobre o tempo é pega-ratão Gaveta 1 Não costumo iniciar um texto com a palavra “não”, mas sinto que devo informar que não vou escrever sobre problemas que preocupam nesses últimos meses (anos?). Não vou criticar os governos, não vou reclamar que o horário político, uma vez mais, desafia a inteligência – é um escárnio em rede nacional, e o voto continua a ser obrigatório numa realidade em que o discernimento é, no mínimo, duvidoso. Não vou lamentar que a natureza continua a ter sua importância menosprezada, nem vou comentar que espaços urbanos ainda são concebidos – ao caminhar, observo uma nova farmácia próxima de onde eu moro – com 90% de concreto e apenas “recursos paisagísticos” como floreiras, resultado de um urbanismo autoritário e desumanizado. Não vou escrever sobre a desorientação que toma conta das pessoas frente ao grave problema de saúde que vivemos, que já deixou de ser apenas uma pandemia (fala-se agora em sindemia, pois en...
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O poeta EUCAJUS , nasceu Eugênio Carlos de Jesus, no dia 24 de outubro de 1961, em Caxias do Sul. Em 1984, publicou Alucinação , em 1989, Flor de Metal (Coleção Flores da Borra, nº1) e, na sequência, Espelho sem fundo . Em 2012 reuniu cinco livretos na caixa Poeta da Galera , e em 2020, publicou Falei com Da Vinci... e a coletânea Língua solta: poesia antes do fim . Administra a Eucajus Criações Culturais Ltda. (eucajus.com.br) e idealizou, entre outras coisas, a Cyber das Letras, que aconteceu durante a 23ª Feira do Livro de Caxias do Sul, em 2008, quando o público teve acesso à poesia do mundo inteiro, via internet. Sua poesia circula em formatos que vão além dos livros, como pode ser observado na imagem, criados a partir dos anos 90 – envelopes (como Cióptico da Terra ), embalagens de cigarro ( Arte sem filtro ) e para rolo de filmes fotográficos ( Baseado Eucajus ). Apresentou, em 1998, no antigo Cine Imperial, o espetáculo Xampu Poesia Sonora . Ativista cultural, participo...