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às vezes, penso em sair mas na verdade, o q quero é me retrair e trair a cidade não flanar pelas suas ruas aquietar-me no sofá ouvir uma música e me desalojar. às vezes, penso em ficar em casa, varrer os aposentos, limpar o banheiro. e, quando me dou conta, estou abrindo a porta! * * *
INSÔNIA todas as minhas esperanças, reconfortantes, dormem cedo. eu as procuro, mas elas dormem cedo. ainda antes da meia-noite, já não consigo dialogar com elas. elas dormem cedo. têm seus compromissos! não consigo contar sobre minha dor, sequer do meu amor!, depois das 22h. elas dormem cedo. fico aqui, no silêncio do apartamento, diante da janela (q já tanto descrevi e q, pelo menos, oferece uma vista bela!), sem saber o q fazer, a não ser escrevinhar; sem vontade de dormir, sem sair, apenas flanar 'na mente', mano! sem transar, sem encontrar o amigo ou a amiga q pudesse me reconfortar neste momento em q a noite dilacera meu coração. afinal, elas, as esperanças, dormem cedo. e eu sou a menor preocupação do universo. * * *
algumas palavras se dissolvem no ar outras palavras desintegram minh'alma * * *
quase q não aguento este descontrole este descompasso de pensar em ti a todo momento ao acordar e antes de dormir e entre despertar e sonhar não consigo te esquecer um só segundo mesmo dando a volta ao mundo lendo um livro caminhando pela cidade ou pelo apartamento -  inquieto, - irresponsável, querendo te ligar na madrugada postar no face a minha face sem saber o q dizer e também sem ser fake só para me declarar apaixonado sem poder te ter ao meu lado sem saber o q fazer com este amor q não cala com esta ternura q me abala com este tesão por ti. olho para dentro de mim e encontro, além de ansiedade, amor em estado puro e, aqui, no escuro, enxergo a luz no fim do túnel no brilho do teu olhar na umidade dos teus lábios nos teus ditos sábios na doçura do teu falar mulher, tu me encanta! e me espanta querer tanto a tal ponto de fazer a 'besteira' de jogar na lixeira o q resta do meu pudor para declarar q te amo para o mundo! * *...
penso ouvir teu silêncio e entender a distância e me preocupo com minha sanidade. neste momento em q observo a cidade sob nuvens carregadas revolvo minha ansiedade. como está meu coração? * * * EDIFÍCIO a solidão é um complexo com andares estruturados abriga corações fraturados vozes q não são ouvidas e o silêncio ruidoso de outras vozes armazenadas na memória. * * *
VIDA calçadas mal cuidadas não impedem meu caminho * * *
queria me despir ao me despedir de toda minha insegurança. dizer boa noite, durmam bem, usando a velha retórica do não importa quem! confesso, porém, q minhas palavras, embora livres, se voltam para aqueles que me fazem bem. aos outros meu silêncio reina. se isto é feio, desculpem-me os feios! * * * MINH'ALMA zanzou tanto q pirou agora é            como eu sou. * * *