BLUES na solidão da noite escura escrevo estes versos em busca de minha cura. reflito sobre o dia sobre tudo q se esconde quando me sinto aflito e fica tudo em aberto e nada é certo tudo é um momento tudo tem seu tempo e é assim : tudo se esconde. eu, em conflito, sobre o asfalto. mas, tudo bem, se eu falto, fica o verso. * * * DOMINGO chove. meu amor está vindo chapinhar nas calçadas comigo * * * neblina de outono versos sem sono * * * a vontade de dormir a vontade de sair de mim a primeira me dá vontade de construir uma nova trama a segunda de ir pra cama pq sempre assim? * * * toca um blues. eu já me sinto no balcão. logo olho o relógio e digo não. ajeito as cobertas acomodo os pesadelos e aquele blues fica. toca de novo, pls! * * *
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
VIRTUAL tu me vê eu te vejo tu me toca - eu também. mas, neste momento, somos fantasmas nestas noites quentes de um outono quase irreconhecível. e ainda sem uma solução exequível. * * * encurralado na esquina na academia nos bares e nas rodovias ambulâncias e viaturas com as sirenes sob minha janela q queria ouvir apenas as cigarras. * * * não basta o q vejo por isso a poesia * * * há luminosidade nas folhas depois da chuva antes, apenas a brisa * * * eu, como ser transgênico, me dou ao direito, de me manter cínico * * *
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
não lamente-se não lamente a solidão faça dela instrumento de aproximação de si somente sua mente suavemente * * * da minha janela vejo dedos decepados com sangue escorrendo. (repito um poeta,eu sei.) de uma hora para outra, dos dois lados da rua sumiram os pardais. (borboletas, já faz tempo.) mas, ouço uma cigarra solitária no caos ensolarou-se a sombra. requentou-se o asfalto. é de manhã o zumbido dos motores me desperta e prenunciam novas mortes a partir da urbanidade. claro! fios têm preferência, embora enrolados, antiestéticos, justificados pela necessidade de uma convivência artificial enquanto a natureza, q apenas ali está, é sacrificada por essa necessidade de um simulacro de aproximação. medo! amanhã é o meu lado da rua... espero q não... tomara q chova... não três, mas dez dias sem parar... ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
diariamente eu curto links dos amigos dos conhecidos e dos estranhos (faz tempo não curto drinques com amigos!) diariamente eu acordo eu levanto eu me encanto com as árvores diante da janela e com as pessoas e seus afazeres diariamente eu recalcitro eu reclamo eu me recrimino eu desanimo e logo em seguida me reanimo perdoo e sigo em frente diariamente tomo banho escovo os dentes arrumo a cama procuro escrever ao menos um poema a fim de evitar algum problema diariamente repasso minha vida no velho estilo 'chavão' penso no futuro e na minha salvação diariamente penso em ti sonho contigo converso comigo sinto tua falta e te amo mais e mais diariamente...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
A SEMANA eu, na segunda-feira, repetindo-me sem eira nem beira, acredito numa terça-feira mais faceira. * * * na quarta-feira, estou no meio: manter o pé no freio ou acelerar intensamente entrando na quinta com toda a pinta, resplandecente! * * * aí, é sexta. e muitos chamam para a festa. alguns ainda reclamam, q mais uma semana passou, rápida demais, quente demais, trabalhosa demais. ainda assim, a sexta-feira é o prenúncio da euforia do fim de semana. sexta, sábado e domingo, trinômio da alegria. de tristeza ou de cansaço, nem um pingo. o q vale é um beijo e um abraço! * * *
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
CHAMA (14.2.2015) depois de ontem, talvez tu não ligue mais. é provável q desapaixone-se, ainda q lentamente, já q o amor era tanto! talvez eu devesse sumir da tua vida lamber a ferida por mim mesmo provocada e ficar no meu canto. até q um dia, quem sabe ainda nesta existência, possamos nos encontrar sem dor, sem resistência em aceitarmo-nos um ao outro como reais amantes. como quando era antes de tudo ser estilhaçado por um ato equivocado provocado por mim, ontem. * * * não perdi a poesia mas o olhar poético de enxergar a vida sem o olhar métrico * * * SAUDADE nossa! quanta coisa me assombrava quando eu, ali, sentado, olhava pela janela, e me admirava com as árvores balançando suas folhas por insistência da brisa das manhãs... * * * A PERDA a dor é profunda e o arrependimento, maior. não sei se fico ou se piro, não sei o q é pior. * * *