José Expedito Rêgo

(Oeiras, PI, 1º.jun.1928 – Floriano, PI, 31.mar.2000)


Despedida

 

É sempre ao por do sol que tu me deixas...

O habitual rumor se pronuncia,

No afã das ruas. Mal se escutam as queixas

Que a tarde agonizante balbucia.

 

Sombras vagas se escondem pela imóvel

Ramagem das figueiras. Corta o espaço

Uma buzina absurda de automóvel

E um bonde range sobre o trilho de aço...

 

A paisagem fantástica se envolve

Na luz esbranquiçada de jasmim,

Onde a sombra noturna, lenta, escorre...

 

Em despedida, o rosto branco volves

E sorris... E és mais bela e pura assim,

Inda mais branca do que a luz que morre...

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